20 de jan de 2010

Poema para os olhos do amigo

(de uma série de textos muito antigos que se encontravam perdidos)

Mas, ah! menino!
O que é que existe neste teu olhar,
Que olhando assim me inquieta
E me tira o sono?
Que é que se acoberta neste teu jeito
Doce-tímido que olha e queima?
Não te adivinho, menino, mas te percebo.
E de tanto lembrar teu olhar
Dei de ver estrelas no chão do metrô.
De tanto querer saber desta doçura em tua alma
Me encontrei faminto de poesia.
17/03/1990

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