7 de out de 2009

Soneto das 15:37














Lanço ao vento minhas emoções vastas
Porque tu, vida apenas, não me bastas.
Quero estrelas – todas: vivas ou mortas
No céu frouxo de minhas rimas tortas.

Toma meu peito, quieta meu coração
Com a mão arranca mágoas e tristezas
- Teus olhos calmos derramam certezas
Que amores gentis por certo virão.

Lanço ao vento minhas emoções baças,
Que a contravento chegam as tormentas
De se viver assim inutilmente,

Como se as dores de viver fossem chalaças.
Se abraçá-las tu, sozinho, intentas
Então viver já vale, intensamente.

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